quinta-feira, dezembro 24, 2009

Da Silva Vieira e Ana Vieira expôem no Barreiro


Um trabalho notável de Ana Vieira!


Até 31 de Dezembro na Cooperativa Popular
Barreirense.

(Alguns trabalhos da exposição)








sábado, dezembro 19, 2009

Prenda de uma amiga!


Tela pintada e com relevo a óleo!
(Morro Brasileiro)



Por dentro destes traços
Viajam cores que dão passos
E transmitem sem compasso
Mil ternuras em abraços.


Obrigado, Celeste Sousa

terça-feira, dezembro 15, 2009

Ainda O Cristo do Mestre Kira



Afinal
o Excelente trabalho do Mestre Kira, uma tela com 3 metros de altura por 2 metros de largo,representando Cristo crucificado, não foi para o Batistério da Igreja de Santa Margarida no Lavradio.
É pena,
porque o mestre, dedicou centenas de horas do seu trabalho nesta obra original, e que, por falta de verba dos responsáveis, da referida igreja, irá ficar numa espaço qualquer sem ser devidamente apreciada pela comunidade.
É muito estranho que, depois de fazerem a encomenda e o artista a executar, constatem que afinal a verba não chegou para a encomenda.
Mas que rica prenda lhe saiu esta encomenda, a ele, ao Mestre!

domingo, dezembro 06, 2009

CASALQUASEABERTO


A ESTREIA

Correu como previsto.
Muito Bem!

Estão de Parabéns os Actores

Está de Parabéns o Projéctor

Está também de Parabéns o TEATRO!

Próximos Espectáculos: Segunda 7 Dezembro e Sábado 12 Dezembro 21.30h (SDUB/Franceses)









segunda-feira, novembro 30, 2009

ESTREIA do "CASALQUASEABERTO"



Sábado 5 Dezembro 21.30h nos "FRANCESES"

Sinopse

A peça retrata os encontros e desencontros dum casal maduro em ruptura absoluta.

O marido profundamente machista, colecciona amantes, geralmente mais novas e exibe-as à mulher, tentando encorajá-la a fazer o mesmo com justificação de que só assim, com um “casal aberto” será possível, salvar um casamento com quase duas décadas de duração.

A mulher, tradicionalmente fiel ao marido, a quem ama de verdade, vai agudizando uma depressão constante, a qual tempera com sucesssivas tentativas de suicídio.

Com o decorrer da acção vamos assistindo a uma progressiva emancipação natural da mulher que acaba por aceitar a sugestão do marido mas adaptada à sua visão da vida: Separa-se e encontra um novo companheiro.

Confrontado com isto, o marido, que no cerne do seu machismo nunca acreditou que tal emancipação fosse possivel, num absoluto volte-face profundamente ferido no seu amor próprio, não suporta tal situação e acaba por ser ele a tomar medidas drásticas.

Tudo isto numa comédia, ou melhor de alta comédia, num texto brilhante a que já nos acostumou Dario Fo em todas as suas peças.

sábado, novembro 21, 2009

Magnífico trabalho do Mestre Kira!





Obra que ficará perpetuada na Igreja do Lavradio. Trabalho, este, que tem a particularidade de incluir algumas figuras da Cidade do Barreiro.
Aqui fica o meu agradecimento ao mestre por constar, também, neste conjunto de "ilustres devotos".






terça-feira, novembro 03, 2009

segunda-feira, outubro 26, 2009

O Luís Parreira deixou-nos!







A passagem pela vida tem destas coisas!
Alegria
Solidariedade
Tristeza
e agora a dor de vermos partir um homem
como o LUÍS.

Até sempre companheiro!

quinta-feira, outubro 15, 2009

Maitê! A IDIOTA!


O Tiro que saiu pela culatra.

Nova triste figura
de uma actriz ignorante e medíocre
em final de carreira


segunda-feira, outubro 05, 2009

GRACIAS, Mercedes Sosa!


Cantora argentina Mercedes Sosa morre aos 74 anos http://ultimahora.publico.clix.pt/includes/img/vazio.gif

A cantora folk argentina
Mercedes Sosa, que lutou contra as ditaduras fascistas na América do Sul com a sua potente voz e se tornou numa lenda da música latino-americana, morreu hoje, aos 74 anos.
Há vários dias que Mercedes Sosa estava internada no hospital, com problemas renais.
O corpo da cantora está já a ser velado no Congresso Nacional, em Buenos Aires, para que o público argentino possa despedir-se de uma das suas cantoras favoritas.
Carinhosamente apelidada "La Negra" - devido ao seu cabelo preto e à tez morena - Sosa foi igualmente chamada de “voz de uma maioria silenciosa”, tendo sempre lutado pelos direitos dos mais pobres e pela liberdade política.


sexta-feira, setembro 25, 2009

quinta-feira, setembro 24, 2009

Projéctor Grupo de Teatro





É para 5 de Dezembro 2009
Nos "Franceses", que o Projéctor Teatro tem data m
arcada
para a estreia da sua nova produção:
"Casalquaseaberto"



segunda-feira, setembro 14, 2009

A Nova Turma de Teatro da UTIB


Quero dormir o sono das maçãs
Afastar-me do tumulto dos cemitérios
Quero dormir o sono daquele menino
que queria cortar o coração em alto-mar.
Não quero que me repitam que os mortos não perdem o sangue; que a boca podre continua pedindo água.

Federico Garcia Lorca


sexta-feira, setembro 11, 2009

Pôr de Lua!

A lua encheu o peito de pranto
tornou-se triste e sempre em crescendo
ficou morta de cansaço.

A noite era fria o céu envergonhado
Mas a bramir por vingança escondeu-se noite adentro
e cabisbaixo ali permaneceu.

Ela tipo contraluz estava como sempre
fulgurante bonita
Os olhos mantinham-se
Expressivos
sinceros
solidários e cinzentos.

No rosto um sorriso resgatado
Despontando a nascente
quedou-se no tempo de um
O corpo afável e terno que prometia
esconder a lua dentro da pele
se necessário fosse.

Na cidade
encerravam ocorrências e lojas de pronto a vestir onde autocarros apinhados teimavam em deslizar sorrateiramente.

Na rádio uma cantora rouca de voz mal cocada
deitava fora uma canção em que falava de um sol redondo.
Anunciavam-se ainda
Uma nova marca de chicletes um brutal aumento da gasolina
E mais uma fábrica que encerrava desta vez em Paços de Ferreira.

Na rua protestava-se não contra o desemprego mas porque o fulano de tal que marcava muitos golos na terra dele já não vinha para o Benfica.


quarta-feira, setembro 02, 2009

Alto e Pára a Dança!



É já a 13 Setembro (Domingo) em Marateca
que começa a reposição do espectáculo de teatro
Alto e pára a Dança!
Mas outras datas já estão quase confirmadas:

Fórum J.M Figueiredo B.Banheira 01 Outubro
Penicheiros - - - - - - - - 14 Outubro
SFUA(Santo António da Charneca) 21 Outubro

segunda-feira, agosto 31, 2009

Sim nós podemos!


Estima-se que em Portugal são abandonados 10 mil animais por ano.

Simplesmente A B S U R D O

sábado, agosto 22, 2009

Adeus a MORAIS e CASTRO!


(Companheiro de teatro e de uma viagem à Tunisia em 2005)

Águas e pedras do rio meu sono vazio
não vão acordar
Águas das fontes calai Ó ribeira chorai
que eu não volto a cantar
Rios que vão dar ao mar deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai Ó ribeiras chorai que eu não volto a cantar
Águas do rio correndo Poentes morrendo p´rás bandas do mar
Águas das fontes calai Ó ribeiras chorai que eu não volto a cantar
Rios que vão dar ao mar deixem meus olhos secar
Águas das fontes calai Ó ribeira chorai que eu não volto a cantar.
Zeca Afonso

MUNICÍPIO DO BARREIRO E PROJÉCTOR – GRUPO DE TEATRO

O Município do Barreiro e o Projéctor – Grupo de Teatro assinaram, a 20 de Agosto, no Espaço Institucional da Mostra Empresarial e Institucional, no recinto das Festas do Barreiro, um protocolo que visa a criação de condições que permitam ao Projector a produção de espectáculos com regularidade, a organização de acções de iniciação e formação teatral e o desenvolvimento de outras actividades que entenda convenientes para estimular a criação teatral e a aproximação do público ao teatro.

sexta-feira, agosto 21, 2009

Um poema cada vez mais do nosso Tempo


Dificuldades em Governar!

Todos os dias os ministros dizem ao povo
Como é difícil governar. Sem os ministros
O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
Nem um pedaço de carvão sairía das minas
Se o ministro do Trabalho não fosse tão inteligente.

Sem o ministro da Saúde mais nenhuma mulher poderia ficar grávida Sem o ministro do Exército nunca mais haveria guerra.

E atrever-se ia a nascer o sol sem a autorização do 1º Ministro? Não é nada provável e se o fosse nasceria por certo fora do lugar.

É também difícil, ao que nos é dito,dirigir uma fábrica. Sem o patrão As paredes cairíam e as máquinas encher-se-iam de ferrugem.

Se algures fizessem um arado Ele nunca chegaria ao campo sem
As palavras avisadas do industrial aos camponeses: E quem,
De outro modo, poderia falar-lhes na existência de arados? E que
Seria da propriedade rural sem o proprietário rural?
Não há dúvida nenhuma que se semearia centeio onde já havia batatas.

Se governar fosse fácil
Não havia necessidade de espíritos tão esclarecidos como o do 1º Ministro
Se o operário soubesse usar a sua máquina
E se o camponês soubesse distinguir um campo de uma forma para tortas
Não haveria necessidade de patrões nem de proprietários.
E só porque toda a gente é tão estúpida
Que há necessidade de alguns tão inteligentes.

Ou será que
Governar só é assim tão difícil porque a exploração e a mentira
São coisas que custam a aprender?

Bertolt Brecht

domingo, agosto 09, 2009


Memória

-Vão-lhe desenhando as costas com a ponta da matraca.
Vá fala. Quem te deu esses papéis?


Lá fora já se acenderam há muito os anúncios luminosos; aqueles que aconselham o bálsamo tal para a dor de dentes, os outros dos pensos milagrosos e o leite de colónia para você mulher bonita. “De colónia é o leite que você deve usar, leite de colónia p´ra beleza realçar".


-Com quem te reunias?


Ali a boca formou pilar com os dentes e a raiz das unhas sentiu fincarem-se as unhas.
Na telefonia, uma eterna cantora destrói uma velha canção, em que fala na emancipação das mulheres e na quadratura do círculo.
Na rua saindo de táxis há mulheres envolvidas em casacos de peles.

-Porque escrevias nas paredes?


Novamente a mesma muralha no olhar e o derramamento de um cérebro em catapultas de sono e de sofrimento.
Na 1ª página dos jornais dizia-se: Que a princesa já tinha noivo.
Que lá fora se torturavam os presos políticos.
Que o Benfica não ganhara outro campeonato.
E que o carro, saíra ao senhor fulano de tal.

-Deixem-no, está morto! Tragam outro!

quinta-feira, agosto 06, 2009

Que Importa!


Que importa

que adormecesses

no meu sonho

feito de pétalas

de chuva

e fúria de tantos dias

repetidos dobrados na bruma

na imensidão

de um oceano a exigir

amanhecer por dentro

da tempestade

num ritual de ninfas

e vidas adiadas

que importa

que importa…

que acordes

Depois!...

segunda-feira, agosto 03, 2009

Finalmente!... alguém vai preso!


7 Anos de prisão para Isaltino Morais.


O autarca volta a dizer-se inocente e garante que mantém a candidatura como independente à Câmara Municipal de Oeiras

O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, foi condenado esta segunda-feira, no Tribunal de Sintra, a sete anos de prisão e perda de mandato pelos crimes de fraude fiscal, abuso de poder, corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais. O autarca ficou ainda obrigado a pagar uma indemnização de 463 mil euros à Administração Fiscal.

O colectivo de juízes do Tribunal de Sintra deu como provados quatro dos sete crimes imputados ao presidente da autarquia de Oeiras, constituído arguido há quatro anos no âmbito de uma investigação sobre contas bancárias por declarar na Suíça e na Bélgica, cujos registos remontam aos anos de 1990.

Durante a leitura do acórdão no Tribunal de Sintra, que se prolongou por quatro horas, o colectivo de juízes concluiu que Isaltino Morais "revelou total ausência de consciência crítica como cidadão e como detentor de cargo político", estabelecendo que, de 1990 a 2003, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras fez uso de cargos públicos para obter benefícios financeiros. O Tribunal considerou mesmo que, ao longo do julgamento, o autarca procurou "negar o inegável", ao "pretender ocultar ser o verdadeiro titular" das contas na Suíça.

O Ministério Público acusou Isaltino Morais de ter procedido a depósitos superiores a 1,32 milhões de euros em contas bancárias na Suíça entre 1993 e 2002, período em que auferiu 351.139 euros enquanto autarca. Segundo a acusação, o autarca recebia desde 1986, altura em que encetou funções na Câmara Municipal de Oeiras, "dinheiro em envelopes entregues no seu gabinete" com vista ao licenciamento de permutas de terrenos, loteamentos ou construções.

O colectivo de juízes considerou, porém, que não ficou provado que as contas na Suíça, tivessem por base contrapartidas de "tratamentos de favor". Razão pela qual o crime de branqueamento de capitais ficou circunscrito ao valor dado como provado: 35 mil euros.

Isaltino Morais foi absolvido da prática de um crime de participação económica em negócio e da prática de dois crimes de corrupção passiva para acto ilícito, uma vez que o Tribunal considerou que não foi produzida "prova em julgamento". O colectivo declarou ainda perdido a favor do Estado um terreno em Cabo Verde oferecido ao autarca, por constituir produto do crime de abuso de poder e do crime de fraude fiscal.

domingo, julho 26, 2009

A Nova língua Portuguesa


Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos
'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a
'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a
'auxiliares da acção educativa'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por
'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em
'técnicos de vendas '.
O aborto
eufemizou-se em
'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são
'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.
Desapareceram dos comboios as
1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa:
«Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e
«terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'
Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado
'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser '
senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em
'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a
«correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma
'politicamente correcta'.
E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma
mulher que tenta destruir a educação em Portugal ?
Ministra !
Antigamente, quando havia democracia, chamava-se Ex-ministra.

quarta-feira, julho 22, 2009

MONANGAMBÉ!

É Bom lembrar

Música de Rui Mingas
Letra de António Jacinto

Monangambé
Naquela roça grande
não tem chuva
é o suor do meu rosto
que rega as plantações;
Naquela roça grande
tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue
feitas seiva.../...../......./....../..........

segunda-feira, julho 20, 2009

Havemos de lá Chegar!


Crescia-se

No temor das patrulhas

Rigorosamente vigiando

No medo

Da cavalaria em formação cerrada

Matraqueando as pedras, bramindo

No silêncio assustado

Da noite e da madrugada

Medrava-se

No pavor

Dos tanques e carros de assalto

Lagartas roendo as ruas, esmagando

A alma da ganilha

Amarfanhada em sobressalto

Despertava-se

Na resistência

No trabalho e na luta esforçada

Colectivamente construídos, unindo

Vontade de transformar o mundo

E a vida ruím, tutorada

Calaram-se finalmente

As velhas vozes soçobraram

No desígnio dos soldados

Que redimindo

Avançaram

Os cravos desabrocharam

O rio enrubesceu de vermelho Sol

Da esperança dos que em Abril

Tentaram

Havemos de lá chegar!

(Armando Teixeira / Barreiro, Roteiro das Memórias)