Música de Rui Mingas
Letra de António Jacinto
No temor das patrulhas
Rigorosamente vigiando
No medo
Da cavalaria em formação cerrada
Matraqueando as pedras, bramindo
No silêncio assustado
Da noite e da madrugada
No pavor
Dos tanques e carros de assalto
Lagartas roendo as ruas, esmagando
A alma da ganilha
Amarfanhada em sobressalto
Na resistência
No trabalho e na luta esforçada
Colectivamente construídos, unindo
Vontade de transformar o mundo
E a vida ruím, tutorada
As velhas vozes soçobraram
No desígnio dos soldados
Que redimindo
Avançaram
O rio enrubesceu de vermelho Sol
Da esperança dos que em Abril
Tentaram
Havemos de lá chegar!
(Armando Teixeira / Barreiro, Roteiro das Memórias)
JARDIM - O Nosso Fascista de trazer por casa!
O PCP considerou «insultuosa, anti-democrática e fascista» a proposta de proibição do comunismo no projecto de revisão constitucional do PSD/M, instando a direcção nacional social-democrata a demarcar-se da iniciativa.
«O carácter insultuoso,

anti-democrático e fascista da proposta revelam em si um profundo insulto aos comunistas que ao longo de décadas se bateram pela liberdade, pela democracia, alguns dos quais pagando com a própria vida. São declarações que estão mais próximas de quem tem concepções sobre a vida política nacional semelhantes àquelas que imperaram no país durante a ditadura fascista», disse o dirigente comunista Vasco Cardoso.
Em declarações à agência Lusa, o membro da Comissão Política comunista assegurou que o PCP «não se deixará intimidar ou condicionar» com a proposta do PSD/M e ripostou: «A Constituição da República que hoje temos naquilo que contém de ligação aos valores e ideais de Abril deixa naturalmente em maus lençóis Alberto João Jardim pela prática política de tem seguido, contrária aos valores da justiça social, democracia e liberdade»
Diário Digital / Lusa









"Ai Pátria, Pátria, de verde Pinho!
" Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; (...) Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta ate à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida intima, descambam na vida publica em p
antomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na politica portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos;(...)"
Guerra Junqueiro (Escrito em 1896)
(Último Acto)




.jpg)






Somos filhos da madrugada Pelas praias do mar nos vamos À procura de quem nos traga Verde oliva de flor no ramo Navegamos de vaga em vaga Não soubemos de dor nem mágoa Pelas praias do mar nos vamos À procura da manhã clara Lá do cimo duma montanha Acendemos uma fogueira Para não se apagar a chama Que dá vida na noite inteira Mensageira pomba chamada Companheira da madrugada Quando a noite vier que venha Lá do cimo duma montanha Onde o vento cortou amarras Largaremos pela noite fora Onde há sempre uma boa estrela Noite e dia ao romper da aurora Vira a proa minha galera Que a vitória já não espera Fresca brisa, moira encantada Vira a proa da minha barca
Zeca Afonso



