quarta-feira, setembro 17, 2008
terça-feira, setembro 09, 2008
sexta-feira, setembro 05, 2008
Teatrando 2

Vidas, máscaras, sonhos, distúrbios
Casos complicados que vagueiam por dentro das veias do teatro
em busca de marcações à esquerda ou à direita para cenas reais
as quais nunca terminam num palco na última cena do 1º acto.
Por isso improvisam razões profundas, estimuladas num palco
de arena onde se cruzam a ficção e a realidade, Onde se fundem
o coerente e o paradoxo e onde a luminosidade é recortada
num acetato discretamente colorido, com a qual se põe a nu
a fragilidade do personagem e seus comparsas.
Actores, vítimas, algozes, juízes, réus, vagabundos, sonâmbulos
sem eira nem beira dão passagem ao foco de um projector
que nem por sombras ilumina a penumbra das suas almas.
Pelo balcão reentram também figuras ilustres
Em busca de um protagonismo que não merecem
Pois são vedetas, galãs, estagiários, coristas perfumadas
com channel duvidoso e que dão ares a canastrões descartáveis,
em busca de uma deixa que nunca lhe é dada.
Tudo isso é sentido e perpetrado da ribalta onde os expectantes olhos
de algum curioso se deixa envolver até ao epílogo da nossa história.
História, satírica, dramática, cruel no requinte do fazer de conta
porque a vedeta desta vez, é uma figura masculina real no lugar do travesti
afeminado mas com certos trejeitos e encantos nos modos populares de um qualquer país deste terceiro mundo globalizado.
terça-feira, agosto 26, 2008
Eu e Eu
Não sei se me descobrirei
alguma vez, pois ando a monte.
Desconheço, realmente, por onde ando
mas pretendo descobrir se ainda
estou ou não comigo.
Por isso necessito revelar-me de longe
para me observar
mas sem, contudo, saber
que me observo.

que me impelem e projectam
para descobrir que trilhos
e que rios me guiam e orientam.
Preciso de chorar e rir
mas divorciado de bússolas, das minhas mágoas,
e alegrias.
Saber-me à minha procura
sem avisar, a mim próprio,
de qual o caminho para
me encontrar.
Paradoxalmente
quero amar, lutar
erguer-me, cair, penetrar,
sofrer, viver, todavia sem nunca
parar para ajudar
e estender-me a mão.
e observar-me-ei de longe
indiferente às cicatrizes
que me rasgarem a pele
e me torturarem a alma.
Provavelmente
voltarei um dia
quando deixarem
de dúvidas existir
e os trapézios desfeitos,
onde sem cuidado me balanço,
se tenham desintegrados;
pois que para além de mim
existo eu.
porque luto e danço constantemente
à beira do precipício
a desafiar crocodilos, rios revoltos e os
abismos desenfreados.
E talvez, também, nesse dia…
Encontrar-me-ei
Comigo próprio.
É bem provável!
sexta-feira, agosto 22, 2008
domingo, agosto 17, 2008
Solstício
O Sol
nesse dia chegou
já passavam
das dez da noite e
na rua todos diziam
que já não valia a pena.
Os Astronautas
que aguardavam
impacientemente
a Lua
tiveram que se entreter
até que ela nascesse;
Enquanto esperavam
foram vendo a TV até às tele-vendas
E a bocejar iam comendo tremoços
e beliscavam-se confrangedoramente
afim de não adormecerem.
Fora da nave
As pessoas
como que indiferentes
bebiam café
e bronzeavam-se
através do buraco do ozono
com água tónica e sais minerais.
Eu
Quando ele surgiu
paralisei-o pela cintura
com todas as minhas forças de gravidade
fi-lo sorrir até se manifestarem os caninos
e não mais o deixei partir.
Ele era meu cúmplice
Só eu sabia
porque ele,o sol, aparecera
naquela noite
àquela hora.
Tinha deixado de nascer para todos.
Vendido!
sexta-feira, agosto 01, 2008
segunda-feira, junho 23, 2008
De novo "O RAIO DAS CORISTAS"
domingo, junho 15, 2008
Aí está! A ESTREIA de "O Raio das Coristas"
domingo, junho 01, 2008
ESTREIA "Vidas a Preto e Branco"
A Turma B de teatro da Universidade da 3ª Idade do Barreiro
APRESENTA em estreia
no próximo Domingo 8 de Junho, pelas 21.30h no salão dos Bombeiros, a peça "Vidas a Preto e Branco"com repetição na segunda-feira dia 9 de Junho (véspera de feriado) 21.30h


domingo, maio 25, 2008
Maio maduro mês!
maio

quando tinha vinte anos
e um coração
a levantar cidades
em busca de ti
ao sabor dos desenganos ?...
Em que maio estavas tu
quando a memória me disse
que te avistara
numa rua de esperança
a nascer no poente
e o sabor do silêncio
a morrer a nascente ?...
Em que maio estavas tu
quando o zeca lhe chamou maduro
e te pôs na boca um sol de abril
enquanto crescias
com cantigas de amor
sempre à volta dos teus dias ?...
Em que maio estavas tu
quando os beijos se perderam
no meio da tempestade
onde tudo aconteceu
e os olhos se beberam
e uma lua se acendeu ?...
quinta-feira, maio 15, 2008
AUDIÇÕES! O meu 1º Espectáculo com o TELA em 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
ABRIL SEMPRE!
Os "Vampiros" andam de novo por aí.
No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vêm em bandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada [bis]
A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas
São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhe franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
sexta-feira, abril 18, 2008
"NATURAS" A nova Exposição do "Mestre Kira"
sábado, abril 05, 2008
A Equipa do TELA em "AUDIÇÕES"
Mas também é divertimento, intertenimento.
É drama, é tragédia, é comédia.
No fundo, tudo é Teatro.
Portanto quem quiser encontrar tudo isso, venha ver: "AUDIÇÕES" do TELA, em Águas de Moura / Marateca.
quinta-feira, abril 03, 2008
A U D I Ç Ô E S! Ante-estreia -Sexta-Feira, 4 de Abril
Foi com base no texto de Lucien Lambert “As Vedetas”; Literatura fresca, versátil, com um texto contemporâneo, terrivelmente denso mas entusiasmante; pleno de conflitos intimistas aqui e ali cercados por momentos sagrados de grande dramatismo, que me posicionei para iniciar esta viagem cénica sobre as audições ou Castings como ora se diz.
Procurei servir-me da abordagem aos bastidores do, nem sempre preparado espectáculo, quais labirintos, onde se erguem e destroem futuros em ambientes controversos, imperando quase sempre a lei dos mais audazes e oportunistas.
Negócio competitivo, às vezes cruel e perigoso, nomeadamente para jovens inexperientes que buscam nas imagens das TVs e etiquetas da moda, o caminho do vedetismo e da fama, que poderá passar nas suas vidas um dia destes.
Mas neste Universo dos Vinte e dois mil seiscentos e setenta e cinco actores desempregados, existem milhares de Simones e Silvies, loiras ou morenas, também elas à espera que surja o tal dia Sim, neste calendário impregnado de dias Não…! Porque elas estão dispostas a aceitar tudo, mas mesmo tudo, aquilo que o mercado lhes oferecer, desde que lhes peçam qualquer coisa, quando e como quiserem.
Porque triunfar é preciso e o sonho, em nome do futuro, é sempre a última coisa a morrer.

















