segunda-feira, outubro 23, 2006

Eu e o "Estica" sem o "Bucha"




Teatrando

Vidas, máscaras, sonhos, distúrbios. Casos complicados que vagueiam por dentro das veias do teatro em busca de marcações à esquerda ou à direita para cenas reais, as quais nunca terminam, num palco, na última cena do 1º acto.

Por isso improvisam razões profundas, estimuladas num espaço de arena onde se cruzam a ficção e a realidade; Onde se fundem o coerente e o paradoxo e onde a luminosidade é recortada num acetato discretamente colorido, com a qual se põe a nu a fragilidade do personagem e seus comparsas.


Actores, vítimas, algozes, juízes, réus, vagabundos, sonâmbulos sem eira nem beira dão passagem ao foco de um projector que nem por sombras ilumina a penumbra das suas almas.

Pelo balcão reentram também figuras ilustres na busca de um protagonismo que não merecem; Pois são vedetas, galãs, estagiários, coristas perfumadas com channel duvidoso e que dão ares a canastrões descartáveis,em busca de uma deixa que nunca lhe é dada.

Tudo isso é sentido e perpetrado da ribalta onde os expectantes olhos de algum curioso se deixa envolver até ao epílogo da nossa história.

História, satírica, dramática, cruel no requinte do fazer de conta porque a vedeta desta vez, é uma figura misógina, mas real, no lugar do travesti afeminado, mas com certos trejeitos e encantos nos modos populares, de um qualquer país, deste terceiro mundo globalizado.
L.B

sábado, setembro 30, 2006

Trilho da Paz

Os Olhos
grandes janelas abertas
na busca de um luar adiado
em quarto-crescente
A Boca
poço sem fundo
onde se fundem o marulho das águas cristalinas e carpas vermelhas
carentes de algas oxigenadas
O Coração
despido de rodeios
deixou-se alcançar e anulou-se
corpo adentro em busca de veias disponíveis de desejo
s
O Corpo
em contraluz
tornou-se volúpia disforme
cintilante
violento fugidío
perverso de sensualidade
amedrontava
No Rosto

continuavam olhos
amplos
profundos a romper órbitas
de um querer amordaçado

tornado desespero numa tela de Gauguin
A Lua

reentrou pelas janelas desses olhos expressivos
esgueirou-se no quarto que ora crescia ora minguava
despiu-se de preconceitos
amou
foi amada...
E chorou.
L.B

domingo, setembro 24, 2006

Bertolt Brecht 50 Anos depois!


1956-2006

No passado dia 14 de agosto de 2006 assinalou-se por todo o Mundo 50 anos desde o seu desaparecimento fisíco.



Em 14 de agosto de 1956 o século xx perdia um dos seus dramaturgos mais revolucionários: Eugen Bertholt Friedrich Brecht, ou apenas Bertolt Brecht, como assinava o artista.
Através dele, o teatro (re)encontrou técnicas inovadoras como a do distanciamento, transformando-se num instrumento de acusação, protesto político, ou mesmo de doutrinação, sem jamais perder totalmente a poesia, o humor e o prazer.

Afinal Brecht era, acima de tudo, um homem de teatro. Na sua extensa obra encontramos as diversas facetas de um autor e director polêmico, paradoxal e mais vivo do que nunca.

sábado, setembro 23, 2006


Um outro sagitário com percurso no Teatro

Mitologia


É ilustrada com a figura do arqueiro. Quíron, que era um centauro (metade homem, metade cavalo).O seu arco está apontado para o corpo do Escorpião, como uma vingança pela morte de Órion.